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quarta-feira, 24 de março de 2010

Dhpro - Bom preço.

Bons produtos com preços acessíveis, é o que o importadora Dhpro oferece, tenho utilizados seus produtos e recomendo. Veja site: http://www.dhpro.com.br/ .Vale a pena.

terça-feira, 23 de março de 2010

Pilares de In-Ceram Zircônia WILCOS


Usei e aprovei.

Estes pilares estão disponíveis em três plataformas, com ou sem hexágono interno, para próteses cimentadas e aparafusadas. Os pilares com hexágono são indicados para elementos unitários, e os sem hexágono para suportes de uma prótese parcial fixa. Sobre estes suportes podem ser confeccionadas estruturas cerâmicas livres de metal, garantindo, dessa maneira, uma excelente estética.

Encontradas nos tamanhos:
Estreita ( 3,3 mm )
Regular ( 4.1 mm )
Larga ( 5,0 mm )

Existem três alternativas para a utilização dos pilares cerâmicos In-Ceram Zircônia Wilcos:

1. O pilar cerâmico é preparado como um dente natural sobre um modelo de trabalho e, posteriormente, fixado ao implante com um parafuso de ouro para ajustes finais. Em seguida a restauração é confeccionada para ser cimentada sobre o pilar.

2. A porcelana compatível é aplicada diretamente sobre o pilar cerâmico para se criar o contorno e perfil de emergência e a construção da coroa final. A coroa será, então, retida ao implante, através de um parafuso. Esse procedimento pode ser realizado com pilares pré-fabricados sinterizados.

3. O pilar cerâmico é individualizado por meio de aplicação de cerâmica com a finalidade de formar o perfil de emergência determinando a localização da linha de terminação da coroa e proporcionar, também, a confecção de uma restauração com espessuras adequadas para ser cimentada sobre o pilar.

Imitando a Natureza

Esta semana um amigo dentista me disse: “Quem preocupa demais com anatomia é protético, dentista se preocupo principalmente é com a adaptação.” E me fez pensar seriamente sobre essa obsessão que temos em “copiar a natureza”. Talvez fosse mania de perfeição? E isso eu tenho. Ou seria nossa busca em ser “Deus”? Não sei bem, talvez nem Freud explique! Ainda mas eu que já abandonei a clínica psicológica para me dedicar a buscar a perfeição.

Esse assunto é pertinente porque me fez voltar para outro lado da moeda, o que é que meus clientes realmente querem? Uma vez mandei para um amigo dentista ver uma obra de arte (a meu ver) um dente (1° molar superior) deste de curso que temos espaço e o antagonista é perfeito. Bem nesse caso dá para caprichar nos detalhes, e segundo Paulo Kano tentar imitar a natureza. Era um dente com sucos profundos, pinturas internas e externas, aqueles que nos dedicamos um bom tempo. A frustração foi grande quando recebi um elogio é ao mesmo tempo uma balde de água fria. Ele disse “que o dente ficou maravilhoso, perfeito, mais não faz assim para mim não”.

A verdade é que esse tipo de dente se parece com um dente de um pré-adolescente, daqueles que vemos em pacientes que o dente acabou de erupcionar, são dentes jovens com pouco ou nenhum desgaste. E os pacientes dos quais fazemos as próteses dentárias a maioria estão na chamada meia idade e na melhor idade. Quando fazemos um dente deste para nossos pacientes ele destoa. Parece que aquele dente não te pertence. Ele chama mais atenção principalmente sua pela beleza em relação as outros que já sofreram desgostes. Então vamos usar o bom senso e como disse Antoine de Saint-Exupéry em o pequeno príncipe “O essencial é invisível aos olhos." Lembrando principalmente que devemos seguir o gosto do cliente. Tenho clientes que adoram esse tipo de trabalho.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mega Tec

13 – 15 Maio 2010

Hotel Sheraton Lima
Lima
Peru

O 4° Encontro Brasileiro de Técnicos em Prótese Dentária e 14° Cursão de Atualização em Prótese Dentária,

O evento acontecerá nos dias 24 e 25 de setembro de 2010, na APCD, no bairro de Santana. A programação científica terá grandes estrelas que apresentarão novas tecnologias e técnicas àqueles que já entenderam a necessidade de se manter atualizados.

sábado, 20 de março de 2010

"Diário” de uma Protética

Retrospectiva

Há tempos tenho pensado em fazer um blog sobre prótese dentária, porém pela famosa “falta de tempo” este sempre foi ficando para depois. Foi então que em dezembro de 2009, incentivada por um funcionário que sabia nada de prótese e muito de computação resolvi montar um blog Evolutti (nome do meu laboratório), péssima idéia, pois o mês de dezembro sempre é um dos meses que mais temos serviços. Resultado: comecei e logo parei por “falta de tempo”. Mais como tudo que começo gosto de terminar aqui estou eu de novo tentando.

Pensei de início fazer um blog com artigos e assuntos pertinentes ao tema, seria um blog educativo, porém chato para a maioria das pessoas. Estava simples com o templante sugerido pelo blog, queria algo mais ousado, então lá fui eu pesquisar na net e aprender a mudar o templante, adicionar gadget, mudar layout, etc., foram noites afins. Resolvi também compartilhar as alegrias e tristeza que acontecem dentro e fora do laboratório numa espécie de “diário” entre aspas porque não garanto que será diário, devido à falta de tempo comum entre todos os protéticos.

Controle de Infecção no Laboratório de Prótese

Publicado no capítulo 1 de: APDESP- Atualização em Prótese Dentária, VI Congresso Paulista de Técnicos em Prótese Dentário; Ed. Santos, 1999, p.3-7

Medidas Práticas para o dia-a-dia

Resumo

Os autores visam alertar aos técnicos em prótese dentária sobre os riscos de transmis­são das doenças infecto-contagiosas do con­sultório odontológico para o laboratório, como proceder diante de trabalhos recebidos dos cirurgiões-dentistas (CD) visando o controle da infecção cruzada. Estes profissionais que atu­am diretamente com os CD, podem entrar em contato com fluidos corpóreos dos pacientes, como saliva e sangue, porconseqüência, have­rá a possibilidade de contaminação com mi­crorganismos provenientes destes fluidos, tor­nando estes profissionais igualmente vulnerá­veis ao contágio por vírus, bactérias e fungos, oriundos de pacientes atendidos pelo CD. Por­tanto, é lícito afirmarmos que os técnicos em prótese dentária também estejam atentos a essas doenças e a sua biossegurança, uma vez que, no Brasil, não temos dados estatísti­cos suficientes.

Introdução

A Administração de Saúde e Segurança Ocupacional dos EUA deixa claro sobre o uso de protetores oculares em funcionários que se submetem a trabalhos em que há a presença de partículas dispersas no ar (metais, líquidos químicos, ácidos), logo, o técnico é considera­do um profissional que está constantemente exposto a estes agressores.

Runnells afirmou que os microrganismos podem passar dos moldes para os modelos de gesso, o que torna potencialmente perigosa a disseminação de infecção para o laboratório; afirma, ainda, que os profissionais devem ter o conhecimento da possibilidade real de risco e começar a praticar certas precauções para diminuir tais riscos, como: usar luvas de látex ao abrir caixas que contenham molde, modelo ou qualquer outro trabalho oriundo do consul­tório odontológico, máscaras protetoras espe­ciais, gorros e protetores oculares; manter sempre o local de trabalho desinfectado. É impor­tante, também, alertar que o número de mu­lheres técnicas em prótese dentária está au­mentando, conseqüentemente, o uso de gorros protetores é indispensável para evitar que a possível contaminação não seja levada aos seus lares.

As superfícies de trabalho (bancada e equi­po) devem ser constantemente desinfectadas por meio de substâncias químicas derivadas dos complexos fenólicos (Germpol®); caso a superfície apresente sangue, o ideal é utilizar os compostos clorados (Virex®), de acordo com o estudo de Cottone & Molinare. As substânci­as derivadas dos álcoois não são indicadas para a desinfecção de superfícies por apresen­tarem extrema volatilidade.

Em 1993, Brace & Plummer, estudando a contaminação de próteses totais e próteses, removíveis, após terem sido provadas na boca, concluíram que a quantidade de microrganismos é elevada e que todos os trabalhos após provados na boca devem ser descontaminados, de acordo com o tipo de material da prótese e segundo orientações dos fabricantes para não causarmos nenhum dano irreversível ao mes­mo. A grande maioria dos laboratórios não faz o controle de infecção em seus trabalhos.

Merchant considera de grande importân­cia a divulgação deste método para a proteção dos profissionais e do seu local de trabalho, aconselha que todos os trabalhos recém-enviados ao laboratório passem por um único local (centro de recepção) e, então, um profis­sional treinado e paramentado para a descontaminação destes iniciará o processo, de acor­do com o tipo de material presente.

Sobre o controle de infecção cruzada em laboratórios de prótese, Jagger aconse­lham o uso de luvas, gorros, máscaras e jalecos para todo o tipo de procedimento dentro do laboratório e alertam, ainda, uma maior aten­ção para aqueles trabalhos que já foram prova­dos na boca, devido à permanência de um número elevado de microrganismos.

Palenik considera o risco de secar um molde recém-chegado ao laboratório para va­zar, sem proteção, pois microrganismos pre­sentes podem contaminar o profissional, du­rante a manipulação do molde, logo há indica­ção não só de protetores oculares, mas tam­bém de luvas e máscaras.

Montenegro & Manetta, durante um estu­do entre trabalhos enviados ao laboratório e CD, mostraram que 67% dos materiais envia­dos pêlos consultórios odontológicos estavam contaminados por microrganismos de vários graus de patogenicidade (Micobacterium tuberculosis, vírus da Hepatite B e vírus do her-pés simples), diante de tal resultado, aconselham à desinfecção destes trabalhos, de acor­do com o tipo de material utilizado e segundo a orientação do fabricante para não causarmos alterações dimensionais em moldes efetuados pelo CD.

Verran & Winder aconselharam a troca constante de pedra-pomes, pois durante a manipulação deste material poderá ocorrer a emis­são de microrganismos no ar do laboratório; idealmente, após cada uso, este material deve ser descartado.

Nascimento confirmaram em seu estudo a presença de diversos microrganismos nos moldes e que estes podem ser transmitidos aos modelos de gesso, pois estes apresentam uma grande capacidade de sobreviver por um período considerável, mesmo quando fora dos fluidos corporais.
Com relação ao local de trabalho, algumas doenças respiratórias e dermatológicas podem comprometer o profissional. Kotloff&Righman consideram o técnico em prótese dentária um profissional que está constantemente exposto a substâncias potencialmente perigosas (berílio, sílica, dentre diversas outras) capazes de induzir doenças pulmonares. Rustemeyer&Frosch afirmaram que 63% dos profissionais analisa­dos apresentaram dermatite alérgica de contato, 23,6% dermatite de contato irritante, ambas ligadas ao metacrilato de metila. Outros agen­tes irritantes foram ambiente úmido, contato com o gesso, fricção mecânica e mudanças térmicas. Com relação à prevenção, a maioria dos técnicos não sabe do poder de sensibilização destes materiais. Estes autores afirma­ram, ainda, que a simples utilização de luvas especiais, com proteção especial na ponta dos dedos, colocação de ventiladores no ambiente de trabalho diminuíram consideravelmente es­tes problemas.

Em 1998, Setcos & Mahyuddin mediram os níveis de ruído de diversos equipamentos presentes em laboratórios de prótese e obser­varam que a maioria está abaixo dos 85dB, com exceção aos aparelhos de corte, limpeza a vapor, jatos de areia e jatos de ar comprimido, que podem chegar até 96dB. Os autores afir­mam que estes ruídos não causam danos, mas propõem o uso de protetores auriculares (se­melhantes aos da aviação e corridas automobilísticas), devido à exposição diária e constante no ambiente de trabalho.

Conclusões

Diante do apresentado anteriormente, po­demos concluir que é de extrema importância a desinfecção de moldes, modelos e trabalhos provados na boca para o controle da infecção cruzada e mais proteção ao profissional, em seu ambiente de trabalho. Com a utilização destas medidas de contro­le, seguindo as orientações dos fabricantes, não causaremos alterações nos trabalhos. Es­tas medidas preventivas não causam eleva­ções no custo do trabalho, sendo uma realida­de para todos os profissionais.

Referências bibliográficas

1. AMERICAN DENTAL ASSOCIATION COUN-CIL ON DENTAL MATERIALS, INSTRU-MENTS, AND EQUIPMENT - Desinfection of impressions. J Am Dent Assoc, v. 122, n.3, p. 110-25, 1991.
2. BRACE, LM.; PLUMMER, K.D. - Practical denture disinfection. J Prosthetic Dent, v.70, n.6, p. 538-40, dec. 1993.
3. CHRISTENSEN, R.P.; PLOEGER, B.J. -Antimicrobial activity of environmetal surface desinfectants.J/4/l// DentAssoc, v.119, n.10, p. 493-505, oct. 1989.
4. COTTONE, J. A.; MOLINARI, J. A. - State-of -the-Art Infection Control in Dentistry. J AM Dent Assoe, v. 122, n.9, p.33-41, aug. 1991.
5. JAGGER, D.C ; HUGGETT, R.; HARRISON, A. -Cross-infection control in dental laboratories. Br Dent J, v. 179, n.3, p. 93-96, aug. 1995.
6. KOTLOFF, R.M.; RICHMAN, P.S. - Chronic beryilium disease in dental laboratory technician. Am Ver Resp Dis, v. 147, n.4, p. 205-7, jan. 1993.
7. MANETTA, C.E.; MONTENEGRO, F.L.B. -Doenças profissionais do laboratório de prótese dentária. In: V Congresso Paulista de técnicos em prótese dentária. São Paulo, set. 1997.
8. MERCHANT, V. A. - Infection control in the dental laboratory: Concerns for the dentist. Comp Cont Educ Dent, v. 14, n.3, p. 382-89, 1993.
9. MONTENEGRO, F.L.B.; MANETTA. C.E. -Doenças profissionais do técnico em prótese dentária. In: IV Congresso Paulista de técnicos em prótese dentária. São Paulo, set. 1995.
10. MONTENEGRO, F.L.B.; MANETTA, C.E.-Atualização em prótese dentária - Inter-relação clí­nica/laboratorial, 1. ed., São Paulo: Santos, 1997.
11. NASCIMENTO, W.F.; BORGES, A.L.S.;UEMURA, E.S.; MORAES, J.V. - Desinfecção de moldes: Como, Quando e Por Quê? Rev APCD, v.53, n.1, p. 21-24, jan./fev. 1999.
12. PALENIK, C.J. - Eye protection in dental laboratories. J Dent Tech, v. 14, n.7, p. 22-26, Sept. 1997.
13. RUNNELLS, R.R. - Infection control in dental laboratory. Trend & Tech, v.12, n.3, p.11-20, jan./feb. 1985.
14. RUSTEMEYER, T.; FROSCH, P.J. - Occupational skin diseases in dental laboratory technicians. Cont Dermat, v.34, n.4, p. 125-33, aug.1996.
15. SETCOS, J.C.; MAHYUDDIN, A. - Noise levels encontered in dental laboratory practice. Int J Prosthod, v. 11, n. 2, p. 45-49, apr. 1998.
16. VERRAN, J.; WINDER, C. Pumice slurry as a cross infection hazard in non clinical dental technology laboratories. Int J Prosthod, v. 10, n.3, p. 283-86, apr. 1997.
Data de Publicação do Artigo:

11 de Maio de 2006

sexta-feira, 19 de março de 2010

Apoio magnético sobre implantes osteo-integrados

Artigo publicado na Revista Oficial do "1º Congresso da Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo" em maio de 1996.

Data de Publicação do Artigo: 11 de Maio de 2006
Hiram Fischer Trindade
Ex-presidente da ABO seção Portugal

INTRODUÇÃO

A experiência que temos de 20 anos de clínica nos levou a procurar uma melhor solução para os pacientes possuidores de prótese total inferior, principalmente para aqueles em que havia excessiva reabsorção da estrutura óssea.

Todos sabemos da grande dificuldade que existe em fazer uma prótese inferior total que resista aos movimentos músculares inversos ao sentido de oclusão. Todos sabemos também do grande esforço e resignação que tem os pacientes possuidores de tais próteses, pois tentam à medida do possível equilibrá -la e sustentá -la para melhor executar os movimentos mastigatórios e expressivos, sem que a popular " castanhola" dê sinais de vida.

MATERIAL

Há hoje uma grande variedade de sistemas e formatos (parafusos, cilindros, lâ minas, etc.) de implantes osteointegrados e dos correspondentes recursos para aplicação de próteses fixas ou removíveis. O sistema que uso para estes casos é o " T. B. R. IMPLANT SYSTEM" da empresa francesa SUDIMPLANT. O " TBR" possue um tipo de encaixe magnético que é aparafusado no elemento implantado e que permite uma fixação satisfatória das próteses.

MÉTODO

A aplicação de implantes na região de mandíbula, situada entre os forames mentonianos, é considerada na implantologia como sendo a de melhores resultados por se tratar de uma zona sem grandes comprometimentos anatômicos e normalmente com um denso trabeculado ósseo.

No caso em questão, de implantes com aplicação de magnetos, é indicado um número mínimo de dois e máximo de quatro elementos. Sabemos que o ideal é sempre o número máximo, pois será maior a capacidade de atração magnética do sistema, assim como uma melhor distribuição da resultante da força oclusal. Temos, porém, de levar em consideração fatores que possam inviabilizar tal conceito, como, por exemplo, o volume e a densidade óssea, fatores econômicos, etc.

A cirurgia de implantação do parafuso de titânio (ósseointegrado) é feita dentro dos conceitos instituídos nos protocolos de cada marca, ou seja, de grande simplicidade mas obedecendo critérios rigorosos que envolvem um bom projeto, estudo radiográfico criterioso com medições das estruturas anatômicas que corresponderão ao leito implantário, análise da densidade óssea, assim como uma perfeita assepsia e irrigação durante o ato cirúrgico.

No pós operatório são receitados anti-inflamatório e antibiótico, assim como clorexidina tópica. O paciente poderá sair do consultório com a mesma prótese que tinha antes, porém desgastada internamente nos locais correspondentes aos implantes. A região onde foi inserido o implante não pode sofrer pressões, pois é fundamental para a osteointegração que haja uma boa estabilização primária do implante; entre sete a dez dias é feita a remoção da sutura.Após um mês de uso da prótese, que obviamente terá causado um certo desconforto para o paciente devido ao desgaste feito após a cirurgia, poderá ser feito então o reembasamento com materiais moles (soft-line) e que permitirão, a partir deste momento, uma maior segurança e conforto.

O tempo de espera para a osteointegraçã o é discutível. Há autores que preconizam tres mêses para mandíbula e há outros que indicam cinco mêses. Acho que neste capítulo deveremos sempre levar em consideração o ato cirúrgico, o pós operatório e a quantidade e as dimensões dos elementos implantados. Após o tempo de osseointegração, é necessária uma pequena cirurgia de gengivectomia sobre a " cabeça" do implante para remoção do parafuso tampão que foi aplicado na fase final da implantação.

Feita a remoção, aplica-se um novo parafuso no interior do implante: o parafuso de cicatrização, que deverá ficar, no mínimo por uma semana e terá a finalidade " moldar" a nova gengiva perioimplantária que se formará .

A partir desta fase, confecciona-se uma prótese total inferior convencional. A única diferença que se verificará é que as moldagens copiarão os parafusos de cicatrização, o que se traduzirá em pequenas cavidades de formato clilíndrico na base da prótese. Nestas cavidades é que serão aplicados posteriormente os magnetos de sustentação da prótese. Após a confecção da prótese é feita a retirada dos parafusos de cicatrização que serão substituidos pelos magnetos.
A prótese é ajustada na boca para que não haja interferência dos magnetos fixados aos implantes na sua adaptação e estabilidade.
Pós conferidos todos os princípios gerais de oclusão, estética, adaptação, etc., faz-se então a aplicação dos magnetos na prótese. Uma pequena quantidade de acrílico autopolimerizável é suficiente para fixar os magnetos nas cavidades cilíndricas, que deverão polimerizar na boca, em situação de oclusão cêntrica.
Após o tempo de polimerização a prótese é retirada para remoção de possíveis rebarbas.
Faz-se finalmente um último teste de funcionamento da prótese, levando-se agora também em consideração a sua capacidade de sustentação magnética.
CONCLUSÃO
Este tipo de trabalho representa uma nova e feliz possibilidade de promovermos uma situação de grande satisfação para o paciente, quando ele se sentirá novamente seguro para desenvolver uma boa mastigação, descontração nos movimentos de expressão muscular facial e maior segurança ao pronúnciar as palavras, resultando numa melhora significativa da sua qualidade de vida e saúde, muito diferente da condição em que vivia anteriormente.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Dentadura e seus problemas

Quem usa dentadura (prótese total) tem desconforto ao mastigar e insegurança para sorrir. Com o tempo, a prótese perde retenção e estabilidade. E quem usa dentadura vive com problemas estomacais, mau hálito e boca seca. Isso decorre da perda dos dentes, o que impede a mastigação.

Segundo o Ministério da Saúde, oito milhões de brasileiros são desdentados totais e podem ser considerados inválidos orais (têm atrofia maxilar). E vários fatores são responsáveis por isso, como doenças ósseas, problemas anatômicos, má nutrição, traumas e extrações inadequadas, além de perda de dentes.

Os avanços da implantodontia possibilitaram a reabilitação da maioria dos casos. Em São Paulo, por exemplo, Jan Peter Ilg e Reginaldo Migliorança especializaram-se em reabilitação de maxila atrófica. E estrangeiros vêm se tratar aqui com técnicas modernas, como o implante zigomático, que substitui grandes enxertos ósseos.

A dificuldade nesses casos está na arcada superior, ou seja, na maxila. Nesta região normalmente o osso é mais poroso do que na parte inferior, o que provoca a reabsorção mais acelerada, dificultando a fixação do implante. Era comum fazer enxerto ósseo, proveniente da calota craniana, do osso da bacia, costela e tíbia. Mas o paciente ficava 30 dias sem dentes e o tratamento durava pelo menos um ano. Nesse período, teria que usar prótese provisória e há riscos de infecção, perda do enxerto e seqüelas irreversíveis.

Um avanço é o implante fixado ao osso zigomático ou malar (ele sustenta a maçã do rosto), desenvolvido pelo sueco Per-Ingvar Bränemark. Ele é colocado pela parte interna da boca na mesma cirurgia em que são fixados os outros implantes, não deixando cicatrizes aparentes. Este implante resolve a maioria dos casos de perda óssea avançada. Outro avanço é o conceito de carga imediata, que consiste na colocação das próteses fixas definitivas 72 horas após a instalação dos implantes. Com o implante zigomático de carga imediata não é preciso esperar cerca de um ano.

Mario Groisman - O Globo

Arco dental flexível para próteses individuais

Dentista cria arco dental flexível para próteses individuais. Pesquisadores das faculdades de Engenharia Química e de Odontologia de Piracicaba, ambas da Unicamp, desenvolveram um conjunto de arcos dentais para serem usados na montagem de próteses. A peça vem com dentes de resina ajustáveis para simplificar o processo de trabalho do protético. A universidade já enviou, aos órgãos competentes, a documentação do projeto para futuro patenteamento. O trabalho faz parte da conclusão do curso de pós-doutoramento, em Engenharia Química, da dentista Almenara de Souza Fonseca Silva. Ela diz que, por ser flexível, a principal vantagem da peça é a obtenção de próteses individualizadas.

As dentaduras pré-fabricadas existentes no mercado, argumenta, não oferecem possibilidade de ajustes individuais, fator imprescindível para a perfeita adaptação na gengiva da pessoa. “A face e a cavidade bucal de cada um tem características próprias e percebemos que o mercado precisava de um produto que atendesse a essa necessidade”, justifica Almenara. No entanto, o produto ainda não é fabricado em escala comercial, por estar em fase laboratorial.

Além de Almenara, trabalharam na fabricação do arco dentário as professoras Leila Peres e Lúcia Helena Innocentini Mei e o aluno José Luiz Lino Trochmann, da Faculdade de Engenharia Química, e Simonides Consani, professor da Odontologia de Piracicaba.

Unicamp

Dentaduras têm prazo de validade


As próteses dentais impróprias afetam mastigação, fonação, estética e podem causar até neoplasias malignas. Visita regular ao dentista previne problemas de reabilitação oral

 As próteses dentais têm prazo de validade: uma dentadura que “dança” na boca pode dificultar a fala e a mastigação ou deixar o rosto precocemente envelhecido. Nestes casos, deve ser substituída, sob o risco de prejudicar a saúde. O uso contínuo de uma dentadura inadequada ou mal ajustada pode lesar a mucosa e até originar uma neoplasia maligna (câncer) devido ao trauma constante nos tecidos moles da boca. O alerta é do especialista e mestre em Periodontia, Clarindo Mitiyoshi. Ele é membro da Academia Européia de Osteointegração e coordenador do curso de especialização em Implantodontia da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas – Seção Jardim Paulista (APCD).

Mitiyoshi explica que, ao longo dos anos, o ser humano apresenta reabsorção óssea. Ou seja, os ossos sobre os quais a prótese dental foi moldada diminuem naturalmente. Esta mudança pode deixar a prótese instável.

Segundo o especialista, a cárie é a principal responsável pela perda dental. Já na vida adulta, a prevalência maior é da doença periodontal, que afeta as gengivas. Jovens também podem desenvolver problemas periodontais severos, por isso Mitiyoshi destaca a importância da visita regular ao dentista para o diagnóstico precoce da doença.

Entre as opções de tratamento de reabilitação oral para casos de edentulismo (ausência de dentes) estão a prótese total (dentadura) e a prótese fixa sobre implante. A prótese fixa sobre implante, na opinião de Mitiyoshi, é a solução definitiva porque oferece maior estabilidade e segurança para o paciente mastigar, sorrir e falar, recuperando sua auto-estima e favorecendo o seu convívio social.

O setor odontológico está em constante evolução e há diversas técnicas e implantes disponíveis para reabilitação oral. Dependendo da avaliação clínica, o tratamento pode envolver o uso de enxerto ósseo e durar até seis meses para ser concluído. Quando a indicação clínica é favorável, é possível colocar o implante dental em até uma hora, sem necessidade de enxerto ósseo. De acordo com Mitiyoshi, atualmente é possível substituir qualquer tipo de prótese dental pelo sistema de implante oral. “Só usa dentadura quem quer”, declara.

ABN – Agencia Brasileira de Notícias

quarta-feira, 17 de março de 2010

Turma do Bem

Plante essa Idéia
Em todo o mundo inúmeras pessoas e empresas se juntam a instituições não governamentais (ONGs), em prol de ações comuns: fazer o bem àqueles que necessitam de auxílio.

No Brasil existe uma ONG chamada “Turma do Bem”, que dentre diversos projetos há um que envolve profissionais de nossa área de atuação intitulado “Dentista do Bem”. Tendo por objetivo valorizar a prática de ações de cidadania e contribuir com as transformações sociais, a corrente da Turma do Bem vem se expandindo e acaba de instalar em Santa Catarina a coordenação regional da ONG, onde está à frente a Cirurgiã-Dentista Vanessa Mortari Thiesen.

Como apoiador do projeto em Santa Catarina, o CRO-SC solicita a todos os profissionais que se disponibilizarem a entrar para a corrente da Turma do Bem, que leiam o Manual do Dentista do Bem, no link abaixo e entre em contato com a Dra. Vanessa Mortari Thiesen, juntando-se a essa turma.

www.turmadobem.org.br